Ghostbusters: Primeiro trailer e impressões

Ghostbusters

Na minha infância, um dos filmes que mais me marcou foi Ghostbusters. 4 homens vestidos com fatos de macaco e armados com armas de raios atrás de fantasmas. Era sério, era cómico, era inovador, era fabuloso. Eternizou a mítica frase “Who we gonna call?”.

No fundo marcou uma geração nascida nos anos 80. No fundo marcou pequenos e graúdos pela coragem de fazer um filme de aventura com fantasmas, onde havia fantasmas bons, fantasmas maus, efeitos especiais que para a época eram fantásticos, mas essencialmente por serem uma equipa de quase super heróis. O que poderia ser mais fixe que homens com pistolas de raios atrás de fantasmas?

Para mim os Ghostbusters, como muitos filmes de cultura pop, apelam a um determinado nicho específico. Este filme em particular apela principalmente a homens, com grande gosto pela cultura, que se revêm nas memórias de infância e querem ir ao cinema ver algo que os faça recordar essas memórias. Querem espumar da boca ao ver os seus 4 heróis a dar uma coça dos diabos a uma série de fantasmas, armados com as suas pistolas de raios e ao volante de um dos carros mais cool do cinema: o Ecto 1.

Mas não… a Sony, detentora do IP, assim não o decidiu… Decidiu que em vez de 4 heróis, iria fazer o reboot com 4 senhoras. Não me levem a mal as senhoras nem considerem as minhas palavras seguintes machismo, mas simplesmente não funciona. Existe uma fórmula, uma e só uma. Não se ponham a inventar… tirem lições com o Deadpool. Os fans queriam um filme onde fossem ao cinema ter a mesma experiência que têm ao ler a BD. E assim foi! Sem tirar nem por. Resultado? Sucesso instantâneo.

O que este Ghostbuster vai ser de certeza? Uma banhada! Apesar do misticismo, vai acontecer o que acontece com 90% dos filmes de hollywood. Um IP de sucesso é deixado nas mãos de realizadores e escritores mediocres, que não compreendem o público alvo e se põem a inventar de maneira infeliz. Resultado: gastam milhões em algo que simplesmente fica aquém das expectativas, estragam o bom nome de uma marca de sucesso e atiram para o fundo da gaveta um universo fantástico que poderia fazer sonhar milhões.

Sim, de certo irei ver o filme por muito mau que esteja (tal como o fiz no passado com filmes com as Tartarugas Ninja de Michael Bay). Não, de certeza que não irei ver este filme ao cinema. Considero que uma ida ao cinema é justificada por filmes que merecem. Esta marca merece, mas este filme não.

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